Tomás de Aquino

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Santo Tomás de Aquino (l. 1225-1274, também conhecido como o "Boi da Sicília" e o "Doutor angélico") foi um frade dominicano, místico, teólogo e filósofo ao mesmo tempo. Embora tenha vivido uma vida relativamente curta, morrendo aos 49 anos, Thomas ocupou o século 13 com uma presença colossal. Fisicamente, Thomas era conhecido por ser um homem muito grande. Mentalmente, sua mente se mostrou grandiosa e expansiva por meio de seus escritos e discursos. Thomas escreveu e deu palestras prolificamente, viajando pela Europa Ocidental a pedido pessoal do Papa, bem como para universidades ilustres.

No entanto, por mais bem relacionado que Thomas fosse com pessoas ricas e poderosas, ele optou pela vida simples de um frade mendigo aos 18 anos. Portanto, enquanto lecionava e pesquisava em prestigiosas instituições acadêmicas, Thomas viveu entre os pobres ao longo de sua vida . Em seus escritos filosóficos, Aristóteles ocupou o centro do palco. Thomas finalmente procurou reconciliar fé e razão durante uma época em que outros argumentavam que isso era impossível. A filosofia grega antiga de Aristóteles serviu a Thomas nessa empreitada. Ainda assim, a cosmovisão filosófica produzida por Tomás foi além de Aristóteles, incorporando Jesus Cristo e a perspectiva católica. Na época em que Thomas morreu, em 1274, ele havia deixado legados filosóficos e religiosos por meio de seus escritos e ações que persistem até hoje.

Vida pregressa

Tomás de Aquino nasceu no castelo siciliano de Roccasecca (atual Lácio) em 1225. Embora Tomás tenha se destacado no mundo acadêmico e religioso, ele nasceu em uma família que já carregava uma história nobre. A família de Aquino se destacou pelo serviço militar. O pai de Thomas, Landulf, foi um cavaleiro que serviu lealmente ao Sacro Imperador Romano Frederico II. Além disso, a família Aquino tinha planos para Thomas manter suas ligações políticas de alto risco tornando-se um abade, seguindo os passos do tio de Thomas, Sinibald.

A vida em que Thomas entrou era radicalmente diferente e talvez embaraçosa para as expectativas ricas e poderosas da família Aquino.

A família de Thomas ficou surpresa com sua decisão de se juntar a uma ordem mendicante e tentaram desesperadamente fazê-lo mudar de ideia. A família Aquino não apenas envolveu o papa, mas também providenciou para que Thomas fosse sequestrado em uma viagem com seus irmãos dominicanos. Em seguida, eles trancaram Thomas no castelo de Monte San Giovanni Campano, esperando que ele cedesse aos seus desejos. Ao longo de tudo isso, Thomas se recusou a se tornar um abade ou a renunciar à sua dedicação à ordem dominicana. Os eventos aumentaram ainda mais quando os irmãos de Thomas (que também foram responsáveis ​​por seu sequestro) arranjaram para que uma prostituta tentasse Thomas a pecar. Thomas recusou firmemente, expulsando a prostituta de seu quarto.

Os frades dominicanos e franciscanos eram novos grupos para a igreja medieval e seus estilos de vida eram bastante diferentes dos dos monges tradicionais. Os frades viviam na pobreza, substituindo os tradicionais mantos de seda por roupas mais rústicas e baratas dos camponeses. Eles também renunciaram à vida política de alta classe pelas experiências do dia-a-dia entre trabalhadores e moradores de rua. Portanto, a vida em que Thomas entrou quando adolescente era radicalmente diferente, e talvez de certa forma embaraçosa, para as expectativas ricas e poderosas da família Aquino.

Vida escolar

Thomas frequentou a escola ainda jovem e se destacou em seu trabalho acadêmico. De um relato de sua vida, Thomas chocou seus instrutores quando repentinamente e sem rodeios perguntou: "O que é Deus?" durante uma aula no mosteiro de Monte Cassino (Chesterton, 27). Claramente, os pensamentos profundos de Thomas começaram em uma idade jovem. No entanto, isso não era evidente para muitos de seus colegas estudantes. Foi também na escola que Thomas ganhou o apelido de "Boi Estúpido". Os alunos o chamavam de "Boi Estúpido" porque Thomas era incrivelmente silencioso durante as aulas e, claro, alto e corpulento. No entanto, seus colegas erraram em sua avaliação das habilidades intelectuais de Thomas.

História de amor?

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Depois da luta bem-sucedida de Thomas para se tornar um frade dominicano, ele se tornou aluno de Alberto, o Grande (também conhecido como Albertus Magnus). Sob a orientação de Albert, Thomas floresceu. Thomas viajou com Albert para Colônia, Paris e de volta à Itália para estudar, dar palestras e escrever para academias e para a Igreja. A certa altura, Albert refletiu "nós o chamamos de Boi Estúpido, mas ele berrará tão alto que o som de sua voz será ouvido em todo o mundo" (Hourly History, 18) De fato, as obras filosóficas e teológicas de Thomas teriam um grande impacto no mundo durante sua vida e no futuro, ao lidar com as controvérsias e enigmas da Idade Média.

Thomas encontrou pela primeira vez as obras de Aristóteles em Nápoles. Ele ainda era adolescente nessa época e acabara de deixar a abadia de Monte Cassino depois que Frederico II (l. 1194-1250) ocupou a área com soldados. A escola de Thomas em Nápoles não estava sob o controle da Igreja Católica, e foi aqui que sua educação em artes liberais foi amplamente expandida. Thomas estudou os campos da astronomia, geometria, aritmética, retórica e música. O fato de Thomas ter estudado tanto na abadia de Monte Cassino quanto em Nápoles durante sua juventude foi importante porque entre esses lugares de aprendizagem ele ficou imerso nas idéias da Bíblia, bem como nos conceitos filosóficos das artes liberais. Essa combinação de educação religiosa e secular seria fatal quando Thomas atingisse seu auge acadêmico.

Controvérsias da época

As controvérsias da época de Thomas giravam em torno de poder e conhecimento. Os papas do século 13 viram sua autoridade cada vez mais desafiada pelo poder do Sacro Império Romano, enquanto a fé religiosa católica lutava contra novas e desafiadoras idéias sobre ciência e razão. O papa Gregório IX e o papa Inocêncio IV lutaram contra o imperador Frederico II, e a família de Thomas experimentou pessoalmente essa luta de décadas. Por exemplo, o pai de Thomas serviu diretamente a Frederico II enquanto um dos irmãos de Thomas, Rinaldo, foi martirizado por Frederico por sua lealdade à Igreja. Quando Tomás se comprometeu com a Ordem Dominicana, ele deixou claro que sua lealdade era com o Papa e não com o Sacro Imperador Romano.

Não só havia um conflito geral entre religião e filosofia na época, mas também entre duas filosofias, a saber, a de Platão e a de Aristóteles.

Também houve controvérsias acadêmicas e religiosas das quais Thomas não se esquivou em seus debates orais e escritos. Quando Thomas estava atingindo seu auge como erudito, Aristóteles estava apenas sendo apresentado ao mundo ocidental. Os escritos de Aristóteles foram preservados em árabe do Oriente, e logo traduções latinas de Aristóteles foram produzidas. A Igreja Católica originalmente se opôs ao trabalho de Aristóteles, proibindo-o de ser ensinado por instituições religiosas. Além disso, havia grupos de pessoas dentro da Igreja Católica que mantinham visões filosóficas agostinianas, relatando muitas de suas idéias a Platão. Portanto, não havia apenas um conflito geral entre religião e filosofia na época, mas também entre duas filosofias, a saber, a de Platão e a de Aristóteles. Em última análise, Thomas colocaria Aristóteles sob a égide do pensamento católico, tornando o pensador grego não apenas aceito nas escolas religiosas, mas também celebrado e estudado com paixão.

Ainda assim, não foi uma tarefa fácil que Thomas se propôs a si mesmo. Aristóteles não foi polêmico sem razão, na Igreja Católica. Alguns estudiosos medievais argumentaram que a filosofia de Aristóteles ia contra a religião cristã. No geral, esses estudiosos viram um conflito entre fé e razão. Enquanto a fé leva um cristão a acreditar em Deus, a razão leva alguém a questionar ou negar Deus. Por exemplo, Siger de Brabant (c. 1240-1284) seguiu a filosofia de Averróis (1126-1198), argumentando que existem duas perspectivas conflitantes. Se alguém seguisse seu raciocínio, passaria a ver o mundo de uma maneira particular que entrava em conflito com as crenças defendidas pela Igreja. Thomas se opôs veementemente a essa visão, argumentando que a fé e a razão trabalharam juntas para apoiar a única verdade de Deus.

Thomas delineou uma hierarquia de conhecimento, que caiu sob a divindade final. Por exemplo, se alguém decidisse sair e estudar plantas usando métodos científicos e seculares, Thomas teria aprovado isso. Por outro lado, Thomas teria discordado de que essa forma científica e secular de estudar as coisas pudesse revelar a totalidade do conhecimento. Portanto, todo conhecimento sobre plantas forneceu apenas uma pequena peça do quebra-cabeça para Thomas, e embora a razão possa ensinar a alguém muitas coisas, ela não pode ensinar a alguém todas as coisas. Para buscar o estudo mais elevado, que de acordo com Thomas era teologia, era preciso ir além do uso da ciência e da razão para considerar a fé e a revelação também.

Trabalho

Dentro de suas explorações filosóficas, Thomas discute ética, física, política e metafísica. Além do trabalho estritamente filosófico, Thomas escreveu comentários bíblicos, orações, poesia e muito mais. Ao longo de grande parte de sua escrita, Thomas é conhecido por seu estilo lógico e de mente aberta. Ele costumava começar com uma pergunta ou ideia herética, dando à opinião oposta uma audiência justa, antes de desmontá-la completamente.

Um exemplo famoso disso pode ser lido no Summa Theologica. Dentro desses múltiplos volumes, Tomé pergunta a certa altura qual deveria ser o nome próprio de Deus. Em referência à história bíblica de Moisés e a sarça ardente, alguns argumentariam que o melhor nome para Deus é "Aquele que É" (em latim: Qui Est; Summa Theologica I, Q. 13, Artigo 11.). Antes que Thomas defenda o nome Qui Est, ele afirma que este não é, de fato, o melhor nome para Deus. Alguns dizem que Deus não pode ser nomeado, outros que "bom" é o melhor nome para Deus. Depois que Thomas explora essas visões opostas, ele argumenta que Qui Est é o melhor nome para Deus, não apenas se referindo à autoridade bíblica, mas também apelando para a razão filosófica. Porque a essência de Deus é a própria existência, só ele merece o predicado de ser ou existência. Essa síntese de fé e razão é, em parte, o que torna o pensamento de Tomás tão notável.

O trabalho filosófico de Thomas estendeu adicionalmente a teoria de Aristóteles sobre o primeiro motor ou causa primeira. O conceito do primeiro motor argumenta que, como as coisas estão em movimento ao nosso redor no presente, podemos deduzir ao contrário que deveria haver alguma coisa no passado que pôs em movimento todas as outras coisas. Tomé mostrou que esse pensamento se aplica a Deus. Deus não foi apenas o primeiro motor imóvel, mas também a primeira causa que levou a todos os outros efeitos. Thomas argumentou que, porque todas as coisas ao nosso redor são contingentes, ou dependem de outras coisas para sua existência, deve haver alguma fonte não contingente que originalmente levou à sua realidade. Outro argumento mais complicado é o apelo de Thomas a graus ou níveis de existência. Como a qualidade das coisas varia, como algumas coisas são piores ou melhores do que outras, deve haver alguma coisa perfeita ou melhor que forneça o padrão universal para todas as qualidades da existência.

Experiências Místicas

Além de filósofo, teólogo e frade, Thomas também era conhecido como místico. Como um místico, ele teria tido visões e visitas sobrenaturais. Por exemplo, depois que Thomas expulsou a prostituta de seu quarto, ele foi visitado por dois anjos que o envolveram com um cordão de castidade. Embora Thomas tenha mantido um comportamento muito quieto ao longo de sua vida, para seus amigos mais próximos ele relatava outras experiências místicas como essas.

Outra história relata que Thomas estava participando da missa em dezembro de 1273 quando viu algo que alterou fundamentalmente o curso de sua vida. O que quer que Thomas tenha visto o levou a dizer "tudo o que escrevi me parece palha em comparação com o que tenho visto" (Kerr, 19). Thomas não apenas manteve sua palavra e se recusou a escrever mais, mas morreu alguns meses depois, em 1274. Thomas estava iniciando uma viagem a Lyon sob o comando do Papa Gregório X quando adoeceu e se refugiou em um Mosteiro de Fossanova. Neste mosteiro, Thomas deu sua confissão final e faleceu.

Legado

Tomás de Aquino foi santificado pela Igreja Católica em 1323, e recebeu o título de "Doutor Angélico" em 1567. Embora as obras de Tomás acabassem ganhando uma presença fundamental nas faculdades católicas romanas, suas idéias não foram imediatamente adotadas por todos os católicos. Logo após a morte de Thomas, o departamento de teologia de Paris renunciou a uma série de afirmações filosóficas que incluíam muito do pensamento de Thomas. Um conhecido oponente do tomismo foi o arcebispo de Canterbury, Robert Kilwardby (1215-1279), que considerou algumas das visões básicas de Thomas sobre a natureza e a divindade quase heréticas. Cerca de uma década depois da morte de Thomas, a Ordem Franciscana proibiu o Summa Theologica daqueles que não foram treinados para considerar suas idéias.

No entanto, apesar desses antagonismos, o trabalho filosófico e teológico de Thomas foi finalmente aceito na igreja e celebrado junto com as escrituras. Os papas Inocêncio VI, Urbano V, Pio V, Inocêncio XII, Clemente XII e Bento XIV falaram bem de Tomé e de suas obras em vários momentos. Séculos após a morte de Thomas, em 1879, o Papa Leão XIII redigiu a carta encíclica Aeterni Patris que endossou o pensamento tomista como "sabedoria de ouro" (Aeterni Patris, seção 31) O papa Leão XIII (serviu em 1878-1903) estava lutando contra o pensamento pós-iluminista, e a filosofia de Thomas era sua principal arma nessa luta. Além das palavras e ações dos papas, Thomas também inspirou a teoria dos direitos humanos, apresentada nos séculos 15 e 16 por dominicanos espanhóis, como Francisco de Vitoria e Bartolomé de las Casas. Esses frades católicos ficaram incomodados com as condições cruéis das colônias americanas da Espanha, então eles procuraram usar o pensamento tomista como uma justificativa para os direitos humanos para a proteção dos povos indígenas.

Com todos esses impactos diferentes considerados, os pensamentos de Thomas permanecem relevantes e debatidos hoje. As faculdades também continuam a ser fundadas em nome de Thomas, pois as pessoas são continuamente inspiradas pelo espírito acadêmico de Thomas. Notavelmente, durante os anos 1970, o arcebispo Fulton Sheen ajudou a fundar o Thomas Aquinas College. Como se viu, a afirmação de Alberto, o Grande, de que este "Boi" "berraria" para todo o mundo ouvir, era de fato profética.


Tomás de Aquino: Entrevista de História Cristã - Ele é nosso homem

euem 1974 Cristianismo Hoje artigo marcando o 700º aniversário da morte de Aquino, o autor Ronald Nash disse algumas coisas boas sobre o falecido, mas acabou julgando seu sistema de pensamento "inadequado para uma filosofia cristã centrada na Bíblia" e "além de qualquer esperança de salvamento". Norman Geisler discordou dessa avaliação na época, e ele discorda dela agora. Perguntamos ao Dr. Geisler, presidente do Southern Evangelical Seminary e autor de Tomás de Aquino: uma avaliação evangélica (Baker, 1991), por sua avaliação do Angelic Doctor.

Você estudou Aquino por 45 anos. O que o torna tão atraente?

Ele é perspicaz, ele é incisivo, ele é abrangente, ele é sistemático, ele é bíblico, ele é devoto e ele é bem sucedido. Por sucesso, quero dizer, primeiro, quantos outros livros ainda estão sendo lidos 700 anos depois? Em segundo lugar, ele resistiu sozinho ao ataque violento do Islã intelectual no século XIII. Ele inverteu o curso da história.

Por que Tomás de Aquino não é mais popular entre os evangélicos?

Os evangélicos interpretaram mal Tomás de Aquino e colocaram sobre ele pontos de vista que ele não sustentava. Muitas pessoas estão preocupadas porque ele separou fé e razão, negou a depravação (especialmente os efeitos do pecado na mente humana) e defendeu tudo o que “católico romano” significa para os protestantes hoje. Deixe-me ver essas preocupações uma por uma.

Francis Schaeffer criticou Aquino por dar origem ao humanismo moderno e ao ateísmo ao separar a fé da razão. Aquino faria piruetas em seu caixão se ouvisse isso!

Ele acreditava na integração da fé e da razão, não na separação. Ele fez uma distinção, mas sem disjunção. Tomás de Aquino disse que a fé traz o tipo mais elevado de certeza e que a razão, fraca e decaída, não pode atingir a fé cristã.

Ainda assim, Aquino tinha a razão humana em tão alta consideração que alguns o acusam de negar a depravação. Ele não fez. Ele cria no pecado original, ele acreditava nos efeitos do pecado na mente, e ele acreditava que a mente era tão depravada que não podia conhecer verdades sobrenaturais. As verdades reveladas de Deus só podiam ser aceitas pela fé.

E há a preocupação de que Tomás de Aquino era católico romano e nós, protestantes, discordamos do catolicismo em pontos-chave. Na verdade, a maioria dos protestantes hoje poderia ter aceitado o que a Igreja Católica Romana ensinou até a época da Reforma.

Até Martinho Lutero e João Calvino acreditavam que a Igreja Católica Romana, até o Concílio de Trento, era basicamente ortodoxa - uma igreja verdadeira com doutrinas fundamentais sólidas e também com erros significativos.

Muitas das crenças católicas que mais preocupam os protestantes não foram declaradas dogma até muito depois de Tomás de Aquino. Por exemplo, Tomás de Aquino negou a imaculada concepção de Maria, e não foi declarado dogma até 1854. Tomás de Aquino nunca acreditou na assunção corporal de Maria, que foi definida em 1950. Tomás de Aquino não acreditava na infalibilidade do papa. Isso não foi pronunciado até 1870-600 anos depois de Tomás de Aquino.

Por outro lado, Tomás de Aquino manteve muitas crenças associadas à Reforma. Ele defendeu uma versão de sola scriptura. Ele cria na salvação pela graça por meio da fé - basta olhar para seu comentário sobre Efésios 2: 8–9.

John Gerstner, o falecido teólogo calvinista, chegou ao ponto de afirmar que Tomás de Aquino era basicamente um protestante. Como podemos evitar os equívocos e encontrar o verdadeiro Aquino?

Leia ele! Citações e trechos de livros de outras pessoas não contam, porque muitos de seus críticos o interpretaram fora do contexto. Pegue-o da boca do cavalo, ou devo dizer da boca do Boi Estúpido.

Aquino vale a pena ler. Ele resistiu ao teste do tempo. E mesmo quando ele erra, você pode aprender mais com os erros de uma mente grande do que com as verdades de uma mente pequena. Você pode ver muito mais longe, nos ombros de gigantes.

O que as pessoas encontrarão ao ler Aquino, além de filosofia?

As pessoas estão redescobrindo Aquino como um exegeta bíblico. Ele escreveu alguns dos maiores comentários sobre a Bíblia - ninguém superou seus comentários sobre os Evangelhos até hoje. Ele tem 10 páginas em João 1: 1 e 78 páginas no capítulo um. Ele seleciona dos Padres, do século II ao século XIII, e os tece juntos em um comentário contínuo.

Afinal, ele era membro da Ordem dos Pregadores. Eles tinham que pregar a Bíblia todos os dias e ler a Bíblia inteira em três anos.

O que os pensadores envolvidos nos debates teológicos e filosóficos de hoje podem aprender com Tomás de Aquino?

Podemos aprender com ele na forma como respondeu ao aristotelismo muçulmano. Ele respondeu lutando contra as más ideias com as boas ideias, lutando contra a caneta com a caneta, não com a espada. Não vamos vencer a batalha de ideias pela espada. Vamos vencer a batalha de ideias com ideias - melhores, mais lógicas, mais consistentes.

Em segundo lugar, podemos aprender como é importante compreender a filosofia da época. É como 1 Crônicas 12:32 diz, os homens de Issacar “entenderam os tempos”.

Aquino estudou a filosofia da época, que era Aristóteles. Ele o entendia melhor do que seus oponentes e poderia usá-lo para refutar oponentes que o usassem de maneira incorreta. Precisamos fazer a mesma coisa em todos os campos.

Tomás de Aquino é um exemplo tremendo para nós porque, hoje, a batalha básica é a batalha por Deus. A única maneira de defendermos a visão ortodoxa e histórica - sustentada por Aquino, Agostinho, os reformadores e os credos e concílios da igreja - de que Deus conhece o futuro infalivelmente, que Deus é eterno e imutável, que Deus até existe, é voltar a Aquino e seus grandes argumentos.

O que os cristãos que não são teólogos ou filósofos podem aprender com Aquino?

Em primeiro lugar, seu compromisso absoluto e incondicional com Cristo. Ele era uma pessoa extremamente devota. Ele passava horas orando, lendo e estudando a Bíblia. Toda a sua vida teve uma base bíblica - basta ler suas orações.

Em uma aula tomística que fiz em uma instituição católica, o professor fazia uma breve parte de uma das orações de Tomás de Aquino antes da aula. Ele dizia: “Inspire-nos no início, direcione nosso progresso e conclua a tarefa concluída dentro de nós”. Aquino tinha uma maneira sucinta de chegar ao cerne de uma questão.

Aqui está outra de suas orações: "Dá-me, ó Senhor, um coração firme, que nenhuma afeição indigna possa rebaixar, dê-me um coração inconquistado, que nenhuma tribulação pode desgastar, dê-me um coração reto, que nenhum propósito indigno possa tentar de lado. Concede-me também, ó Senhor meu Deus, compreensão para te conhecer, diligência para te buscar, sabedoria para te encontrar e fidelidade que pode finalmente envolver-te, por meio de Jesus Cristo nosso Senhor. ”

Eu não posso te dizer como Aquino enriqueceu e mudou minha vida, meu pensamento. Ele me ajudou a ser um melhor evangélico, um melhor servo de Cristo e a melhor defender a fé que foi entregue, de uma vez por todas, aos santos. CH

Por conversa com Norman Geisler

[A História Cristã publicou originalmente este artigo na Edição de História Cristã # 73 em 2002]

Dr. Geisler é presidente do Southern Evangelical Seminary e autor de Tomás de Aquino: uma avaliação evangélica (Baker, 1991).


Tomás de Aquino

Tomás de Aquino (1225-1274) tornou-se o teólogo principal da Igreja Católica Romana e influenciou muito a teologia e o pensamento de muitos outros grupos, incluindo luteranos e reformados, bem como outros.

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Em resposta à crescente influência do aristotelismo, do pensamento muçulmano e judaico, junto com as informações científicas que haviam sido perdidas ou eram novas para o Ocidente divulgado na Universidade de Paris na época, Aquino procurou usar o que chamou "ciência" para responder sistematicamente aos ensinamentos que circulavam em seus dias em relação à perspectiva "cristã" (em grande parte defendendo as tradições e práticas atuais de Roma) usando a razão e a "lei natural", junto com as escrituras e outros escritos.

Vida pregressa

Nasceu por volta de 1225 no Castelo de Roccasecca, 8 quilômetros ao norte de Aquino (de onde vem "Aquino", que significa "de Aquino"), & # xa0 no sul da Itália, filho de pais aristocráticos em uma área disputada pelo imperador e pelo Papa, Tomás de Aquino foi ensinado desde criança para ser um clérigo na Igreja Católica Romana.

Seus pais queriam que ele ingressasse na antiga Ordem Beneditina, provavelmente na esperança de que ele se tornasse um abade poderoso (como seu tio) para sua vantagem política, uma prática comum entre as famílias "nobres" da época. (Eles muitas vezes não paravam por nada para colocar seus parentes em altas posições na igreja por causa do poder da Igreja Romana em questões de dinheiro e intriga política.)

Mais tarde, quando Tomás de Aquino quis entrar para a Ordem Dominicana, formada mais recentemente, que eram pregadores, seus pais o sequestraram por seus irmãos por mais de um ano para dissuadi-lo. Seus irmãos, ao que consta, foram tão longe para controlá-lo que lhe trouxeram uma prostituta. A história continua, que ele a afugentou com uma vara em chamas.

Por fim, sua família desistiu e planejou sua "fuga" por uma janela para salvar a cara por ter perdido a batalha pelo futuro.

Passando para estudar e ensinar

Em 1245, Tomás de Aquino passou a estudar na Universidade de Paris, onde conheceu e foi influenciado por Albertus Magnus, um dominicano que chefiava o departamento de teologia. Três anos depois, quando Magnus partiu para Colônia, Tomás de Aquino também foi para lá, onde se tornou professor e escritor bíblico. Retornando a Paris em 1252, onde permaneceu até 1259, & # xa0ele estudou para ser, e eventualmente se tornou, um mestre em teologia e professor titular, continuando a escrever extensivamente (incluindo escrever seu famoso, Summa contra Gentiles) e ensinar.

Por volta de 1259, ele foi nomeado conselheiro teológico da corte papal, passando algum tempo com o papa e sua corte, e também enviado para ensinar frades que não podiam frequentar a universidade, em residências comunitárias em Nápoles e Orvieto. Então, em 1265, Tomás de Aquino fundou uma universidade no priorado dominicano em Roma. Enquanto estava lá, ele começou a escrever Summa Theologica, sua obra mais famosa, bem como outros escritos.

Em 1269, ele voltou a lecionar na Universidade de Paris, onde enfrentou o averroísmo radical - filosofias derivadas de um filósofo árabe que cobriu Aristóteles - e outros assuntos, desde filosofia e teologia a matemática, psicologia, medicina, física e direito. Os escritos de Aquino, incluindo o Summa Theologica, nos quais ele continuou a trabalhar até pouco antes de sua morte, são em grande parte uma resposta ao Averroísmo e ao Aristotelismo radical.

Em 1272, Tomás de Aquino deixou Paris para fundar uma universidade em Nápoles, a pedido da Ordem Dominicana a que pertencia. Ele teria tido uma experiência com Deus lá que o levou a parar de escrever e devotar sua energia para reconciliar as igrejas romana e ortodoxa. Ele aparentemente estava tentando fazer isso quando, em sua jornada, sofreu uma série de acidentes e doenças que resultaram em sua morte em 1274.

Seu Legado

Em sua vida e pouco depois, Tomás de Aquino recebeu o apoio dos papas Inocêncio IV e Urbano IV e a oposição do bispo de Paris, Etienne Tempier, que excomungou alguns dos que seguiam os ensinamentos de Tomás de Aquino.

Mas, desde então, seus escritos se tornaram tão influentes entre os católicos romanos que, no início do século 20, o papa Bento XV disse que a Igreja Católica Romana havia adotado as doutrinas de Tomás de Aquino como suas.

O Papa João & # xa0XXII, no início do século 14, declarou-o santo. No século 15, o Papa Pio V o declarou um "Doutor da Igreja". Anglicanos, católicos romanos e luteranos se lembram dele todos os anos em 28 de janeiro.

Parece haver evidências de que ele se preocupava com a verdade e com Deus, como mostrado em sua dedicação em pregar e ensinar sobre o ganho político para si mesmo. Ele também disse ter dito, quando questionado por Cristo em uma visão, o que ele desejava: "Somente você, Senhor." Em seu leito de morte, ele disse: "Eu te recebo, resgate de minha alma. Por amor de ti estudei e mantive vigília, labutei, preguei e ensinei." E o fato de que seu coração se voltou para a unidade com as igrejas orientais também parece apontar nessa direção.

Infelizmente, ele foi atraído para o padrão de argumentar doutrina e se apoiar no entendimento humano, em vez dos mandamentos de Deus, que se tornaram o método comum de ensino séculos antes, em vez de gastar seu tempo insistindo que os discípulos demonstrassem a vida de Cristo, como o apostólico igrejas tinham.

Tomás de Aquino também teve a opinião (Summa Theologica, segunda parte da segunda parte, questão onze, artigo três), que qualquer pessoa marcada como "herege" pela Igreja deveria ser condenada à morte se não se arrependesse, em oposição aos ensinamentos e ao exemplo de Jesus e dos Apóstolos .

A Visão da Satisfação da Expiação

Talvez um dos legados mais conhecidos e duradouros de Tomás de Aquino seja sua contribuição ao diálogo sobre o que Deus realizou com o sacrifício de Jesus, um assunto conhecido como "a expiação". A teoria de Aquino é intrinsecamente importante para os católicos modernos e importante para os evangélicos e outros cristãos, especialmente no Ocidente, por causa de sua influência nos escritos de João Calvino e seus seguidores.

A versão de Calvino da teoria da satisfação, substituição penal, permeia profundamente a teologia protestante a ponto de a tradição ter feito alguma versão dela em grande parte um teste de ortodoxia no pensamento ocidental, embora nunca tenha sido nos 1.500 anos de história da igreja antes de Calvino.

Mais de 100 anos antes de Tomás de Aquino, Anselmo de Canterbury, insatisfeito com a explicação dos Padres da Igreja Primitiva (muitas vezes chamada de resgate, ou Christus Victor, teoria da expiação), achando "irracional" que a morte de Cristo pudesse ser paga por Deus como um resgate a Satanás a fim de garantir nossa liberdade, surgiu com o que foi o início de uma sucessão de "teorias de expiação da satisfação".

Seus pensamentos eram que todos nós temos uma dívida de honra com Deus para viver sem pecado, e que, quando pecamos, criamos uma mancha na honra de Deus, que deve ser corrigida. Visto que a honra de Deus é divina, ela só pode ser retificada pelo divino Filho pagando a dívida com seu Pai com sua vida.

Isso parece retratar Deus Pai cheio de orgulho, preocupando-se com sua honra, colocando-a acima da vida e da tortura de seu Filho, quando a verdade é que - se o Pai é representado com precisão por Jesus como cremos - o Pai faz a si mesmo sem fama por nossa causa, preferindo mostrar seu amor e dar honra ao Filho, que, por sua vez, não busca glória para si, mas dá toda glória e honra ao Pai.

Tomás de Aquino, não satisfeito com os argumentos de Anselmo, decidiu respondê-lo em seu Summa Theologica& # xa0em uma discussão longa e envolvente que é difícil de condensar. A opinião de Tomás de Aquino parece ser que o pecado requer punição para ser corrigido e que Jesus foi enviado para ser torturado e morrer a fim de equilibrar a conta dos homens ou para devolver a "ordem" à sua "justiça".

Isso significa que o Pai foi forçado a promover a tortura e a morte de seu filho para equilibrar algum tipo de problema de matemática?

Ele passou a incluir seu pensamento de que poderíamos pagar a dívida moral de nosso próprio pecado experimentando propositalmente uma dor igual ao nosso prazer derivado do pecado (penitência), mas que Cristo teve que pagar a dívida por nosso "pecado original" que herdamos de Adão e Eva, o que resultou na perda de uma capacitação divina ou "sobrenatural" que antes permitia aos humanos superar seus caminhos naturais.

De acordo com Tomás de Aquino, parece que a maneira como participamos dos méritos de Cristo e recebemos a salvação é por meio dos "sacramentos" da Igreja Católica Romana & # xa0 (como batismo infantil, confissão, comunhão, confirmação, casamento e ritos finais).

Então veio Calvin. Alguns séculos depois, o reformador João Calvino e seus seguidores, influenciados por Tomás de Aquino, também tentaram explicar a mecânica da expiação, transformando o desequilíbrio moral em crimes, eliminando a penitência e substituindo o livre-arbítrio pela predestinação.

O resultado é a doutrina da substituição penal, onde a humanidade é totalmente má, não tem capacidade de escolher Deus, e são criminosos cósmicos, condenados à morte ao nascer. Isto é, exceto por alguns que Deus escolheu salvar enviando seu Filho para morrer em seu lugar, o que aplacou a ira de Deus e os levou para o céu.

This seems to effectively relegate the Father to the role of a mean, angry legal functionary who either can't or won't forgive men without carrying out his wrath on his kind, innocent Son, and that he is randomly exclusive in choosing who to torture in a fire pit forever.

If we have to accept one of these models, exclusively, for understanding in what way Jesus' death "atoned" for us, I suggest the early church model, since they were closest to Jesus and the Apostles and because they had the fruit of of love and unity.

For a deeper discussion of the atonement in Scripture and history, see Substitutionary Atonement.

Writings of Thomas Aquinas

If you would like to read some of Aquinas' writings for yourself, you can find the Summa Theologicaਊnd other writings of Thomas Aquinas online at Christian Classics Ethereal Library. Reading original writings, rather than depending solely on evaluations from others is a good practice, especially if the subject of inquiry seems important enough to need to accurately determine the truth.


Thomas Aquinas has always been a whipping boy for theologians. In his own lifetime, his classmates referred to him as the “Dumb Ox” (a play on both his oafish size and the way his critical thinking appeared slow and pondering). The scorn continued after his death, when theologians such as William of Ockham and Duns Scotus attempted to have Thomas’ works condemned. Martin Luther, too, found need to reject Thomas’ approach to theology. Aquinas had, according to Luther, relied too heavily on Aristotle in his theology, and so Luther warned his readers that philosophical terms from pagan sources could only be used in theology once we have “given them a bath.”

A proper historical perspective should allow us to lay down our arms against Aquinas. Protestant theologians may never be fully comfortable with Aquinas’ teachings on natural law or reason&mdashand they may have sharper words for his teachings on celibacy, Mary, and purgatory&mdashbut he nevertheless stood at the headwaters of a theological resurgence in medieval thinking that would, in time, play a vital role in shaping the landscape of Protestantism.

Thomas was a nobleman born to the Duke of Aquino in Roccasecca, Italy, in 1225. Aquinas, in fact, was not his surname but the home of his family estates, and so his teachings have always been called Thomism and not Aquinism. As a young man, Thomas would have been well educated but spoiled rotten. Thomas himself was the second cousin of Holy Roman Emperor Frederick II , the highest political ruler of the day and a man who was enthroned King of Germany, Italy, and Jerusalem. Such power corrupts, and these were dark days politically. Indeed, for much of the thirteenth century, emperors such as Frederick were not loyal sons of the church. Over time, they began to leverage their own estates, as well as the power derived from the lands won during the Crusades, to begin putting pressure on the pope to do their bidding.

In his first significant act as an adult, Thomas sided against his family’s struggles with the church. His father attempted to place his son as abbot of the wealthy monastery at Monte Cassino, not out of piety but in order to prop his son up in a lifestyle fit for his lineage. Thomas rejected this and, we are told, marched into his father’s room one day to announce he had joined the begging order of the Dominicans. His family was livid, and his brothers even kidnapped him and imprisoned him in their family castle in the hopes of teaching him some sense. Each of their attempts failed. (One story has them sending a prostitute to their brother, assuming that a life of inflamed debauchery was preferable to a life of service to the church.) Thomas eventually escaped and soon found his way to Paris in order to study with the reigning theologian of Europe, Albert the Great. He would spend the next thirty years studying Scripture and teaching theology.

The two great masterpieces of Thomas’ career were his Summa Theologica e Summa contra Gentiles. Both are among the most influential works in Western literature. o Summa contra Gentiles capitalized on the resurgence of Jewish and Muslim literature in the medieval period. Aquinas engages here in an apologetic with unbelievers by providing arguments for the existence of God and for the rational foundation of the Christian faith over against other worldviews.

Even more valuable for later church history was the Summa Theologica, a work that is unrivaled in its scope, covering a staggering number of subjects from questions of sex, the existence of angels, and the function of civil government to traditional doctrines such as Christ, salvation, and the church. In each of his works, Thomas is keen to establish a sure intellectual foundation for the justification of belief (epistemology). It was his exploration of rational argumentation, in fact, that led him ultimately to embrace a modified Aristotelian approach to reason and metaphysics. He struggled long and hard to come up with a solution to the ancient problem of explaining the diversity of life with the unity of ideas&mdashthe Problem of the One and the Many. Like Aristotle, Thomas took the view that the unifying reality of particular things stems from God’s creation and is implanted in the thing (res) itself, rather than existing outside of the created order.

Thomas’ epistemology can be said to hold in tension the biblical doctrines of creation and salvation. He believed that humans are created in the image of God (imago Dei) and therefore have within them the capacity for true and rational thinking. The fall, of course, has obscured this thinking and it leads us to error and sin, but the indelible image of our Creator has not, according to Aquinas, fallen out of our minds. Yet, as Thomas also taught, salvation comes by grace, through Christ, to this same sinful humanity. The doctrine of salvation teaches us that we are not perfect and that our sin can easily obscure the truth. Thomas thus lands on a proposed solution to the problem that he believes will hold both of these truths together: grace perfects nature it does not destroy it. In other words, though our minds are fallen, they are not destroyed also, though our natural minds are sinful, yet they receive grace to grasp the truth. This solution was ingenious in that it drew philosophy and science together rather than forcing them apart.

Other areas of Thomas’ teachings are problematic. Take, for example, his discussion of sex. Thomas applies his paradigm of “grace perfecting nature” to the question of whether unnatural sins such as sodomy, masturbation, and fornication&mdashindeed any sexual sins outside of marriage&mdashare the greatest sins a person can commit. Thomas contends that these sins are an utter violation of the natural human process of procreation, and therefore constitute a violation of the natural created order as well as a rejection of the grace of Christ that blesses and restores the marriage covenant. Thus, Thomas argues, these sins are indeed among the worst sins possible. Not a few theologians have noted that Aquinas, along with other medieval scholars, ignored biblical teaching on the intimacy and pleasure of the marriage bed, and thereby paved the way for future Roman Catholic theologians to stress procreation as the essence of sex in marriage. It also, and more problematically, suggests an unbiblical gradation of sin by attempting to distinguish between “mortal” (serious) and “venial” (unintentional or small) sins. How can it be said, for example, that sexual sins are more sinful than sins of violence and rage? Why must sexual sins be considered the worst violation of God’s law when the fundamental root of all sin is self-sufficient pride?

Further problems are evident in Thomas’ teaching on justification. On this subject Aquinas stands tall among medieval theologians, though he later came under serious fire by Protestant theologians. Like many medieval theologians, Thomas taught that Christians receive an infusion of grace at baptism that remains within the soul, though it does not take over the will and force it to do good works. Aquinas holds to a doctrine of predestination, since God chooses by His own will who will receive the infusion of grace through baptism. Still, Thomas refused to conclude that good works are motivated by the Holy Spirit acting upon the will to inspire us to obedience. For Thomas, if love is to be authentic, it must be our own works of love in cooperation with grace. The ethical goal of the Christian life, then, is to actualize this infused grace through good works, which guide us in life unto salvation. These works of love are required of believers in order to receive eternal life, though Aquinas believes he avoids Pelagianism by stressing that the first step in the salvation process is God’s gift of grace apart from works.

The most fitting analogy of Aquinas’ teachings on salvation is that of exercise. We are all humans, but some of us are flabby and some of us are fit. We have all received our essence from God, since we are all rational beings created in His image. But in order to become more than flabby couch-dwellers, we must exercise our will through the effort of physical labor. No one can lift our arms and legs for us during exercise the labor is our own. So, too, Thomas believed salvation was a matter of God infusing in the soul the grace sufficient to exercise in works of love, which then lead to eternal life. Our will must grasp this grace and exercise what Thomas called the “habits of grace” in order to grow in love towards Christ-likeness.

Thomas’s teachings on epistemology, justification, and ethics are among the most interesting and important subjects that continue to draw theologians to his many writings. Indeed, though Protestants have rejected not a few of his teachings since the Reformation, we can nevertheless look back&mdashas did John Calvin, Philip Melanchthon, Martin Bucer, and even Luther in his quieter moments&mdashand respect the heroic efforts of a theologian who has shaped our thinking for nearly eight hundred years.

First published in Tabletalk Magazine, an outreach of Ligonier. For permissions, view our Copyright Policy.


Thomas Aquinas

St. Thomas Aquinas, (1225 – 7 March 1274) was a Catholic Dominican priest from Italy, and is a Catholic saint and philosopher. He was born in Roccasecca, as the son of Count Andulf of Aquino and Countess Theodora of Teano.

His early education was at the Benedictine monastery at Monte Cassino. He attended the University of Naples, where he got the nickname "dumb ox" for his slow demeanor, though he was an intelligent and talented student. He studied philosophy, Catholic theology, church history, liturgy, and canon law.

By 1240, he became interested in the religious life and decided to become a friar with the new Dominican Order. His family captured him and brought him back because to become a Dominican one must eliminate material wealth. His parents expected him to follow in his uncle’s footsteps and become a Benedictine abbot. They kept him in a castle in an effort to change his mind. However, when they released him two years later, he immediately joined the Dominicans. [1]

He was the author of the cosmological argument. Catholics think Aquinas is the best teacher for one who wants to become a priest. [2] His most famous book is Summa Theologica. Aquinas is one of the 33 Doctors of the Church. Many schools are named after him including the Pontifical and Royal University of Santo Tomas in Manila, Philippines. [3]

Aquinas is also known for his work with natural law. Aquinas took an optimistic view of human nature, believing that it is human nature to do good and not evil.


Thomas Aquinas - History

Of the theologians who have existed throughout human history, Thomas Aquinas is one of the most famous and influential of all. His philosophy was heavy rooted in the theory of natural theology, a belief system that somewhat combined concepts of the natural world with traditional beliefs about God and religion. Aquinas was eventually canonized as a saint by the Catholic Church.

Early Years of Thomas Aquinas

Thomas Aquinas was born on January 28, 1225. His place of birth was Roccasecca, which was part of the Kingdom of Sicily at the time. He was born into a family that could be called minor nobility and it was suggested that he follow the path of becoming an abbot.

Young Thomas started his formal education at the age of five and, as he grew older, he was introduced to the many classic philosophers of antiquity. Aristotle, Maimonides, and Averroes would be among the main philosophers who would influence his ideas and beliefs about life and religion.

Being Kidnapped

When Thomas was 19, Aquinas decided to join the newly formed Dominican Order. His family was not pleased with this decision. So while he was traveling, his family had him kidnapped and returned home.

When he returned home, he was actually imprisoned for two years. The hope here was that he would eventually renounce his allegiance to the Dominican Order and its belief system. Eventually he was able to run away and travel to Rome. From there, he moved to Paris to study at the Faculty of the Arts at the University of Paris.

Works of St. Thomas Aquinas

The school of thought born of the theories of Aquinas is called Thomism. Thomism was rooted in the belief in the notion that truth can be derived from any source. Aquinas was a realist and he even studied many different religious texts in order to create a broader and more expanded mind. The philosophy was also heavily influenced by the argumentative reasoning associated with Aristotle.

o Summa Theologiæ was the most important written work of Aquinas. The work was written from 1265 to 1274 and it centered on the main teaching of theology within the Catholic Church. In the work, Aquinas addressed several profound topics, including the creation of man, the purpose of man and his existence, the role of Christ, the sacraments, the very existence of God, and how a man who has lost his relationship with God can return back to the deity.

Among the most important components of the work would be the Five Ways, which reflects five unique arguments to prove the existence of God. Interestingly, these arguments only compose a very small fraction of a lengthy work. Perhaps it would be the profound nature of the argument that draws so much attention.

The Concept of Natural Theology


In order understand the philosophy of Thomas Aquinas, one has to further understand the concept of natural philosophy since it guides the intellectual basis of his thinking.

On the most basic level of understanding, natural theology can be considered a form of theology that is based on a mix of everyday experience and common reasoning. For many living at the time of Aquinas, the most common theological approach to thinking was revealed theology. This was rooted in revelations from the Scriptures and personal religious awakenings. Such theological revelations can come from inward beliefs and may not be rooted in actual reality or clear, well-thought out reasoning.

Transcendental theology was seemingly rejected by Aquinas as this form of theology assumed it was impossible to prove the existence of God. To reiterate, Aquinas had developed five proofs for the existence of God, which was antithetical to transcendental theology theories.

Death and Legacy

In 1272, Aquinas moved to Naples to help establish a new teaching venue. While giving lectures in this location, he worked on the third book of the Summa Theologiæ. It is believed by many, during his tenure here, Aquinas had some sort of divine experience with God, although Aquinas would not speak much of it. This belief derives from very atypical and strange behavior Aquinas exhibited while praying at a convent in Naples.

Aquinas passed away on March 7, 1274. He was canonized as a saint on July 18, 1323.


Aquinas and the Orthodox Church

Orthodox theology has had a complex relationship with Aquinas' work. For a long time, Aquinas and scholastic or schoolbook theology was a standard part of the education of Orthodox seminarians. His philosophy found a strong advocate in the person of at least one Patriarch of Constantinople, Gennadius Scholarius.

In the twentieth century, there was a reaction against this "Latin captivity" of the Orthodox theology (Florovosky), and Orthodox writers have emphasized the otherness of Scholasticism, defining Orthodox theology in contradistinction to it. The criticisms have focused on, inter alia, the theological poverty of Scholasticism, nature, grace, the beatific vision, and Aquinas defense of the Filioque.

However, more recent scholarship has distinguished between Aquinas and the manner in which his theology was received and altered by the Schoolmen who came after him. Aquinas may be seen as the culmination of patristic tradition, rather than as the initiator of a tradition discontinuous with what came before. Vladimir Lossky, e.g., in praising the existential Thomism of the Catholic philosopher Etienne Gilson, refers to "the authentic Thomism of S. Thomas . a thought rich with new perspectives which the philosophical herd, giving in to the natural tendency of the human understanding, was not slow in conceptualizing, and changing into school Thomism, a severe and abstract doctrine, because it has been detached rom its vital source of power." The recent work of Anna Williams and others has pointed to the importance of deification in Aquinas and his similarity with St Gregory Palamas.


Vida pregressa

Thomas Aquinas was born in 1225 to Count Lundulf of Aquino and his wife, Theodora, in their family castle in Roccasecca, near Naples, Italy, in the Kingdom of Sicily. Thomas was the youngest of eight siblings. His mother was Countess of Teano. Although both parents descended from noble lines, the family was regarded as strictly lower nobility.

As a young teenager, while studying at the University of Naples, Aquinas secretly joined the Dominican order of friars. He was attracted by their emphasis on academic learning, poverty, purity, and obedience to a life of spiritual service. His family strongly opposed this choice, wanting Thomas to become a Benedictine instead and enjoy a more influential and affluent position in the church.

Taking extreme measure, Aquinas’ family held him captive for more than a year. In that time, they doggedly conspired to tempt him away from his course, offering him a prostitute and even a position as archbishop of Naples. Aquinas refused to be seduced and was soon sent to the University of Paris—the leading center for academic studies in Europe at the time—to study theology. There he gained the best theological education possible under the tutelage of Albert the Great. Quickly perceiving Aquinas’ intellectual capacity and potential to influence, his mentor declared, "We call this young man a dumb ox, but his bellowing in doctrine will one day resound throughout the world!"


Christian Thinkers 101: A Crash Course on St. Thomas Aquinas

Thomas Aquinas’s system of thought was declared the official philosophy of the Roman Catholic Church, but what exactly did he believe, and what else did he contribute to Christianity? Here’s your crash course on the life and accomplishments of St. Thomas Aquinas—and why he still matters today.

Who Was St. Thomas?

St. Thomas Aquinas (1225–1274) was born in a castle near Naples, Italy, in the High Middle Ages. The priests and monks of the Benedictine order within the Catholic Church educated him. Though his parents opposed him becoming a priest, he subsequently joined the Dominican order. While some of his fellow students called him “the dumb ox” as a youth, Thomas may have been the most intelligent Christian in history. For accomplishments within a lifespan that was just short of 50 years, he was honored as the most important philosopher and theologian within the entire Roman Catholic tradition. Thomas was a philosophical and theological genius but still amazingly humble. There is a story that toward the end of his life, Thomas experienced a mystical vision that made him view everything he had written as “straw worthy to be burned.” Now that must have been an incredible vision!

What Did St. Thomas Write?

Though he was a prolific author and wrote commentaries on biblical, theological, and philosophical topics, Thomas’s two most important apologetics-related books are Summa Theologica e Summa Contra Gentiles. In the first, he uses Aristotelian philosophy as a framework for explaining and defending Christian theism. In the second, he defends Catholic Christianity in light of the Greco-Arabic (Islamic) worldview challenge.

What Did St. Thomas Believe?

Christians of various traditions continue to utilize several of St. Thomas Aquinas’s apologetic arguments. Perhaps his three most important ideas or arguments for historic Christianity are the following:

1. Thomas devised five arguments—known as the Five Ways—for the existence of God: motion, first cause, contingency, perfection, and teleology. Christian philosopher and evangelical Thomist Norman Geisler summarizes Thomas’s Argument from Contingent Beings thusly: (a) some things exist but can not exist (i.e. possible beings) (b) and something has always existed (c) but possible beings do not ground themselves (d) therefore, there must be a necessary being. 1

2. Thomas believed that faith and reason were compatible. While natural reason alone is insufficient to discover the truths of divine revelation (Trinity, Incarnation, etc.), the divinely revealed truths themselves are not contrary to natural reason.

3. Thomas maintained that language about God is to be understood analogically (both like and unlike human applications). For example, when the Bible speaks of God as “Father,” is that term being used univocally (same as a human father), equivocally (different from a human father), or analogically (both like and unlike a human father)?

Why Does St. Thomas Matter Today?

St. Thomas was criticized by some for using Aristotelian philosophy to explain the Christian worldview (in negative terms “Christianizing Aristotle’s God”). But while a number of Aristotle’s views are in clear conflict with Christian theism, Christians of various traditions think Thomas’s synthesis was masterful. “Doctor Angelicus,” as he was called, was the greatest Christian thinker of the Medieval (scholastic) period. His system of thought, known as “Thomism,” was declared by Pope Leo XIII to be the official philosophy of the Roman Catholic Church. Canonized as a saint in 1323, Thomas Aquinas was truly one of the greatest philosophers and theologians of all time.

Evangelicals show a Thomistic influence when they appeal to formal arguments to attempt to support God’s existence and when they appeal to analogies to explain human language about God. It is not just Catholics who have been influenced by St. Thomas’s incredible mind.

Reflections: Your Turn

Given Thomas Aquinas’s famous five proofs for the existence of God, what do you consider to be the best argument for the God of Christian theism? Visita Reflections on WordPress to comment with your response.


Thomas Aquinas - History

THE NATURAL LAW THEORY do THOMAS AQUINAS
Thomas D. D’Andrea, University of Cambridge

Thomas Aquinas is generally regarded as the West’s pre-eminent theorist of the natural law, critically inheriting the main traditions of natural law or quasi–natural law thinking in the ancient world (including the Platonic, and particularly Aristotelian and Stoic traditions) and bringing elements from these traditions into systematic relation in the framework of a metaphysics of creation and divine providence. His theory sets the terms of debate for subsequent natural law theorizing.

The fundamentals of Aquinas’s natural law doctrine are contained in the so-called Treatise on Law in Thomas’s masterwork, the Summa Theologiae, comprising Questions 90 to 108 in the first part of the second part of the three-part Summa. [1] Thomists have rightly expressed reservations about the procedure of surgically extracting the teaching in those Questions (or often the more strictly philosophical Questions 90 to 97) and representing it as Thomas’s natural law thinking só isto. Indeed, there is less possibility of distorting Thomas’s theory if one is careful to read the Treatise on Law in the context of the conceptual architecture of the Summa Theologiae como um todo.

o Summa is Thomas’s mature theological synthesis, aimed at providing beginners in theology with a systematic, overall account of both the divine nature, as knowable by faith-enlightened reason, and the divine plan and work of creating and redeeming the cosmos and ordaining it to a final transfiguration in glory at the end of history. Thomas’s method in composing the work, as he states in the work’s Prologue, is to treat of the whole of revealed theology (sacra doctrina) as briefly and clearly as possible, but according to a strict order whereby the very contours of the subject matter of the science dictate the architectonic plan and the sequential treatment of questions within the work. The first Question of the Summa so treats the nature and scope of theology itself, and once this is established, the work considers the very existence and nature of God: God first in His own inner and Trinitarian life, and then in His external activity of giving being to creatures and ordaining them to perfection or full realization for the manifestation or communication of His own glory.

o Summa and theology itself are all about God. The divine nature is the subject matter of the science [2] , and the very first principles or premises that serve as inferential starting points in the systematic inquiry of theology are those items that God has revealed to us concerning His nature and His plan and purpose in creating the cosmos. [3] God Himself and subsequently all creation are studied in the light of these starting points or first principles. In the order of the Summa, the first part of the work treats the divine nature in itself and then the free creative production of creatures by God (angels, humans, and all other animate and inanimate beings). The second part treats the grace-aided attainment of a cognitive-affective union with God by human activity (which union represents the fullest realization of human nature, as we shall see), and the third part treats Christ and his Church and sacraments, the necessary means for man’s union with God.

Law, of its various sorts, has a role to play in humans’ full realization of their nature by free acts (acts over which they have a certain degree of control and dominion). What role? To ask this question is to seek to grasp Thomas’s natural law teaching in the context of his overall metaphysical cosmology. According to Thomas, human nature, a psychosomatic unity, is perfected or fully realized by harmonious and habitual excellence in the exercise of its intrinsic capacities and powers (e.g. cognitive, creative, affective, productive). Highest among these capacities—the capacity with the most potential to enrich and enlarge human nature and so to realize it most completely—is the human intellect, with its power to come to some understanding of the nature of whatever exists. Following Aristotle, Thomas teaches that through intellect the human soul is potentially all things: it ranges over the entire universe of what is, and by acts of understanding and inferring, it in a certain way brings the entire universe into the soul. Put another way, in conjunction with the will the intellect expands the soul to become all that is by a cognitive and affective, but not a physical, union. Again with Aristotle, Thomas maintains that the highest object of this highest human power, (and so the appropriate but often hidden or misperceived ultimate and crowning end of all human excellence-in-activity and striving) is cognitive-affective union with the first uncaused cause of the totality of things: Deus (in Aquinas’s Latin) or God.

For Thomas, in contradistinction to Aristotle but closer to the teaching of Plato, this first uncaused cause is not merely the best, most self-sufficient, most fully realized being in the cosmos, but also the artisan-creator and ruler of the cosmos. This first, self-existent, and infinite being loves the world into existence, according to the model of His own eternal creative ideas, and orders the totality of individual things, notes as it were in a symphony, to one integrated end or purpose: a cosmic common good.

Created beings without intellect or will (whether animate or inanimate) are willed into being and directed toward their own perfection in the context of the perfection of the whole, which perfection they each approach automatically or spontaneously and without understanding or resistance. Creatures endowed with intellect and will (angels and humans), however, only fully realize their own potentialities consciously or by uncoerced intelligible decision, and so are able to ratify or to frustrate God’s creative purpose. It is here that we see the role in the divine plan and in human life for law, as human beings characteristically understand the term: law, Thomas will have it, is an extrinsic source or principle of human perfection or full human development. God, he states, “instructs us by means of His Law.” [4]

Thomas argues outright in the very first article of the first question of the Treatise on Law, that law (lex) essentially can be seen as an ordinance of reason directing activity toward some end, goal, or purpose, and the highest end or purpose we have as humans is our ultimate fulfillment, the full realization of our nature, or “happiness” as is commonly said in English. Hence all law is meant to sub-serve human happiness. [5] But law has by common acknowledgement and usage a social function as well: it directs the activity of some collectivity to a common goal, and it does this authoritatively. So the true purpose of law is to sub-serve the happiness of all in the community. [6] But law does not merely recommend or suggest, it binds and commands. [7] Lawmakers in our familiar experience are thus recognized authority figures within a social community who address themselves to the reason of the members of that community, commanding them to shape their actions in certain specified ways. [8] Because law has this essentially directive function, in order for an ordinance of reason from a recognized authoritative source to have the status of law, it must also be promulgated, or made public, so that it can perform its coordinating and directing work. Hence we have Thomas’s famous lapidary definition of law in the Treatise: it is “an ordinance of reason for the common good, made by him who has care of the community, and promulgated.” [9]

God, the ultimate cause of all being, activity, and development in everything that is, is nothing if not caring for the community of creation, and as universal creator He has authority to the highest degree with respect to His intelligent creatures. Is He not the lawmaker-lawgiver por excelência? He is, Thomas thinks, since God satisfies the condition for this appellation perfectly. Elaborating on an earlier theological tradition but making a straightforwardly metaphysical point, Thomas maintains that we have a law of God’s making that is co-eternal with His own nature. This is the Eternal Law (lex aeterna) through which the divine intellect creatively designs and directs all creatures to a common end (the common end of the universe), promulgating in time this eternal ordinance of His reason by the very act of creating beings and endowing them with spontaneous natural inclinations to move toward their own perfection in the context of the universe and its overall and unified perfection.

Created beings without intellect and will observe the eternal law, the eternal directives in the creative mind of God, spontaneously or automatically and perfectly. In the case of human beings, this eternal law directs them spontaneously toward their full and complete good by ordaining their essential nature to acts of understanding and desire for the goods constitutive of human perfection or fulfillment. But human beings have each their own intellect and will, so their spontaneous inclination and subsequent movement toward that full and complete good is brought about (or not, since it can be resisted or rejected) by conscious ratification and cooperation, that is, knowingly and willingly. Thus, in the human world we have the Eternal Law as received and understood from the inside, as it were, and observed only conditionally: when humans correctly understand, desire, and act for the goods of human nature (food, drink, clothing, shelter, creative activity, knowledge, friendship, etc.) they are freely enacting observance to the Eternal Law. They are not making a law for themselves, but are discovering it and appropriating it for themselves. They are discovering and potentially ratifying in action the divine design-plan for their nature, to which non-rational creatures witness in whatever they do and undergo, although they are neither cognizant of this plan as law, nor capable of knowingly instantiating or resisting it.

This for Thomas finally is the natural law (lex naturalis): a sharing from within (or participation) of the Eternal Law, but not, Thomas insists, something otherwise different from that first and highest law in the mind of God: “the natural law is nothing else than the rational creature’s participation of the eternal law.” [10] This participation is available to all humans independently of any reception on their part of divine supernatural revelation: the natural law is observed whenever humans both engage in correct practical reasoning about what is good and best for them overall in any given situation [11] and when they act in accord with that rational determination. [12]

The natural law, according to Aquinas, has certain basic and self-evident precepts or dictates, dictates knowable to any human with a properly functioning intellect and a modicum of experience of the world. Paraphrasing Thomas, first and fundamental, is the precept that, “anything good [i.e. that which perfects human nature] is to be pursued [is the appropriate object of human activity], and the opposite of this good, evil, is to be avoided in all human acts.” Other basic precepts, but with specific content, would include those such as: “bodily health is a good to be pursued and bodily harm avoided,” or “knowledge is a good to be pursued and ignorance and falsehood avoided,” or “friendship is a good to be pursued and those things opposed to it avoided.” [13]

In each case, human reason grasps that some object is perfective of human nature and so directs that nature toward it by an at least tacit precept or action-guide, while directing it away from that good’s contrary. The basic precepts of the natural law command human nature to seek obvious human goods when the status of some presumptive object of human action as a good is less evident, investigation is required to determine its status. Not all, however, are equally fit for this task of discernment about what is good for human nature in general and good for this particular human being as such. [14]

This natural law instantiating practical reasoning about what is best for humans by nature (and therefore about what is ordained by God) spontaneously and appropriately results, as Thomas observes, in the construction of man-made laws. Although God’s design-plan for the whole of humanity (for all human acts throughout cosmic history, that is, and for their orchestration toward the common good of the cosmos) is perfectly complete and specified in all detail in the divine mind, that portion of the Eternal Law which concerns humankind in its nature and in its divinely foreknown history is not fully graspable by the human intellect. Because of this inherent limitation of the human mind, humans must make their own laws to supplement that portion of the Eternal Law that they do spontaneously and readily grasp (which portion includes the rudimentary parts of the natural law) [15] , to direct themselves in community to their fulfillment. They do this correctly either by deriving specific norms from the most basic and general principles or precepts of the natural law [16] , or when they give specific shape to one of these basic and discovered dictates or principles appropriate for a particular time and place [17] .

The former derivation of human laws from the natural law Thomas refers to as “the law of nations” (ius gentium) the latter he refers to as civil law (lex civilis) [18] : both forms of law are, inasmuch as they are legitimately derived from the dictates of the natural law, normative. That is, they comprise rational requirements for right human action on Aquinas’s view. Any human law, though, that directly contravenes a dictate of the natural law [19] ipso facto fails as a law and has the status of an irrational command instead. Such commands ought only be observed for prudential reasons, such as to avoid some greater harm that might arise in the social order from the failure to observe what is really only a pseudo-law. [20]

[1] The beginning student of the work of St. Thomas Aquinas can profitably consult the faithful literal English translation of the Summa Theologiae (also known as the Summa Theologica) in the following edition: Fathers of the English Dominican Province, eds., Summa Theologica, 3 vols. (New York: Benziger Brothers, 1947). All quotations of the Summa in the present article are drawn from this English translation of the work, and citations are given in the form of part, question, article: as in “I-II, Q. 91, a. 4” (or, “first part of the second part of the Summa, question number ninety-one, fourth article”). “Questions” is annotated “QQ.”

[2] By “science” (scientia) here is meant a disciplined inquiry into the fundamental elements and explanatory principles (that is, the most basic intrinsic constituents) of some subject domain and the necessary intrinsic properites of that subject domain that derive from these.

[3] As understood by Thomas, this revelation was received through the patriarchs and prophets of the Chosen People of Israel and culminated in the self-revelation of God in Jesus Christ and the subsequent revelations to his Apostles.

[4] Thomas Aquinas Summa Theologiae I-II, Q. 90, Prologue.

[7] Lex, Thomas observes, is derived in Latin etymologically from ligare which means “to bind.”

[11] Or in other words, when their reason tracks the truth about how their nature, both in general and in the here-and-now, can best be perfected.

[12] Following Plato, Aristotle and much of the classical tradition, Thomas thinks that appropriate qualifications good, better, and best for person X in general and in situation Y are matters of objective, impersonal truth. Thomas also thinks that the Old Law which God reveals to the Chosen People of Israel in establishing a covenant with them, and particularly the law of the Decalogue or the Ten Commandments revealed to Moses on Mount Sinai, captures the basic and essential requirements of the natural law at a level of medium generality, that is, in serviceable general outline (see I-II, Q. 99, a. 2 and I-II, Q. 100, a. 3).

[16] For example, when one moves from the principle that “the taking of another’s rightful possessions is contrary to the good and so to be avoided” to the more particular principle that “slander is the taking of one’s good name and so to be avoided and proscribed.”

[17] For instance, and to use a contemporary example, they move from the recognition that natural law teaches that “acts of violence against other persons are contrary to the good and to be avoided and in justice punished” to the determination that, “in this time and place and in this particular political community, citizen S’s act of assault on citizen R should be punished by thirty days of community service.” Cf. Summa I-II, Q. 95, a. 2

[19] That is, or right practical reasoning about what is good for humans.


Assista o vídeo: Santo Tomás de Aquino