As mulheres da Roma Antiga assumem o controle da telinha

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Cícero, Júlio César, Trajano, Adriano, Nerva, Calígula, Confortável, Caracalla. Todos, é claro, homens.

Diz o ditado que A história é escrita pelos vencedores e geralmente são homens. Ou é o que nos disseram ao longo dos séculos.

São poucas as fontes documentais em que encontramos uma figura feminina como protagonista: sabemos o caminho da estratégia que Cleópatra seguiu como última faraó do Egito, a determinação de Hipácia de Alexandria no estudo do universo ou a tenacidade com que Elizabeth o católico reinou em Castela.

Essa falta de documentos, pelo menos a priori, nós levou à suposição de que o papel das mulheres em boa parte das civilizações antigas era resignado ao trabalho doméstico e aos cuidados com os mais fracos.

Felizmente, nos últimos anos tem se revelado uma grande tendência historiográfica, cultural e social que trata da dar voz a todas aquelas figuras femininas que foram ignoradas por cronistas e historiadores, apesar de ter desempenhado um papel fundamental no futuro de sua época. Roma teve um grande número dessas mulheres e graças ao Movistar + agora podemos conhecê-los.

A plataforma de pagamento está trabalhando atualmente em "O coração do Império" um projeto assinado pelo escritor Santiago Posteguillo que investigará o papel das mulheres na Roma Antiga.

Não é a primeira, nem provavelmente a última, que uma cadeia de pagamentos decide apostar em um projeto que gira em torno do Império Romano; a expectativa que a sociedade romana gera no espectador, aquela a que devemos questões tão atuais como as pontes, o piso radiante e até alguns dos jogos de cassino de hoje, se transforma em dados de audiência impressionantes.

No entanto, é uma das primeiras vezes que a produção tem como foco a esfera feminina e não no masculino.

Posteguillo, vencedor em 2018 do Prêmio Planeta com "Eu, Julia", romance que aborda a vida da Imperatriz Julia Domna, está por trás desse projeto que conta com o apoio da produtora Globalset e que será dirigido por Israel do Santo, já conhecido na plataforma por seu trabalho em "Desbravadores: Adventum".

Esta nova proposta do Movistar +, que deve chegar às telinhas no próximo ano, combina ficção e documentário e será dividida em um total de seis capítulos.

A produção se passa nos idos de março, época em que Júlio César foi assassinado no Senado por um grupo de senadores contrários à sua política.

No entanto, em vez de contar esse evento histórico do ponto de vista do próprio Júlio César ou de um desses senadores, a ficção se concentrará em como esse evento mudou a vida de nove mulheres em nove momentos diferentes da história.

Desta forma nos encontraremos Julia Maesa, relacionado a Julia Domna e primeira mulher a servir no Senado e, portanto, controlar a política do Império.

A veterana atriz Aitana Sánchez-Gijón se encarregará de dar vida a esta mulher que se destacou por sua inteligência. Sara Escacena, por sua vez, fará Fulvia, popularmente conhecida por ter sido amante do imperador Marco Aurélio, mas cujo papel na política de Roma foi decisivo, tanto que se tornou a primeira mulher cuja efígie apareceu nas moedas do Império.

Embora Julia Mesa e Fúlvia venham da aristocracia patrícia de Roma, a série não se concentrará apenas em mulheres de posição abastada.

Assim, Erika Sanz, Joana Pastrana e María Granada darão vida a Achilia, Amazona e Ania três gladiadores que conseguiram erguer de emoção a plateia do Circo Máximo durante suas lutas.

Porque sim, havia gladiadores do sexo feminino e alguns até receberam a honra de ter sua própria estátua.

Mais complexo é o papel assumido pela atriz Alba Luna. A jovem vai dar vida a Heliogabalus, um imperador da dinastia Severa que foi assassinado com apenas 18 anos por sua orientação sexual, e é que o descendente de Julia Mesa é considerado hoje como o primeira mulher transexual de todos.

Jennifer Bucovineanu será responsável por representar um Vesta virgemEle, jovens romanas dedicadas à deusa Vesta e cuidando para que a chama de seus templos nunca se apague, enquanto Carolina Garrido se colocará no lugar de Livia Drusila, uma das mulheres mais influentes ao praticar como conselheiro do imperador. Inti el Meskine será Cleópatra nesta ficção com matizes de documentário, uma mulher que dispensa apresentações.

No momento, como já mencionamos anteriormente, não se sabe a data exata da estréia da produção, mas tudo indica que se tornará um sucesso entre os amantes da história por oferecer uma visão pouco conhecida até o momento.


Vídeo: Podcast 02 - Lista Roma Antiga 01